quarta-feira, 27 de março de 2013

ALTERAÇÃO PROVISÓRIA DO N.º DE TELEFONE

INFORMAMOS QUE, ATÉ AO PRÓXIMO DIA 03 DE ABRIL, O NÚMERO DE TELEFONE PROVISÓRIO DA NOSSA SEDE É O SEGUINTE: 22 409 97 14 GRATOS PELA COMPREENSÃO,PEDIMOS DESCULPA PELO INCÓMODO CAUSADO E TUDO FAREMOS PARA QUE O NÚMERO ANTIGO FIQUE ACTIVO O MAIS DEPRESSA POSSÍVEL. MARA R. MONTEIRO

quarta-feira, 13 de março de 2013

  Sempre quis mudar o mundo. Lembro-me de ser míuda e de o querer.

  Lembro-me de ter 11 anos, de esconder os walkmans debaixo dos lençóis para ficar a ouvir música pela noite dentro e sonhar que era uma estrela de rock e como estrela de rock que era podia mudar o mundo, porque como estrela de rock que era as minhas letras e a minha música mudariam o mundo.

   Lembro-me dos 18 anos e da frustração que sentia por não conseguir mudar o mundo.
   Lembro-me de ter 21 anos e acreditar que com o conhecimento e a palavra poderia mudar o mundo.

   Lembro-me de ter 26 anos e de ter a certeza de que, mudar o mundo era uma utopia, uma perda de tempo, uma coisa de hippies e de teenagers que não tinham responsabilidades, nem contas para pagar ao fim do mês, nem prazos para cumprir. E para mim, isto era simplesmente uma verdade absoluta e imutável.

   Lembro-me de ter 28 anos e ver-me a reflectir sobre mudar o mundo. Acontecimentos que me fizeram questionar. Será que mudar o mundo é realmente uma utopia? Ou será que, como muitas outras pessoas, estaria confortavelmente acomodada a essa ideia, porque era mais fácil, porque era mais prático viver o meu dia-a-dia. E para que, a consciência me deixasse dormir, sempre podia rematar com o típico "eu não sou Deus para mudar o mundo, não posso chegar a todo o lado" ou "mudar o mundo é impossível, é um verdadeiro mito."  Dei por mim a concluir que, era bem provável que a maioria de nós considerasse mudar o mundo uma utopia, porque mudar o mundo dá uma grande trabalheira! Já basta passar o dia a  aturar o chefe mal humorado, a colega que sabe sempre mais do que qualquer outro e que raramente tem dúvidas, íamos lá ter forças para ao fim dum dia de trabalho mudar o mundo! Pois... só se fosse sentada no sofá com o comando na mão!

   Hoje, com 31 anos e com a noção de que, as "verdades absolutas" dos 18´s , não são as mesmas dos 31´s (e  provavelmente não serão as mesmas aos 60´s) sinto e sei que, mudar o mundo não só é fácil, como é possivel e está ao alcance de qualquer um de nós. Basta querer e transformar o desejo em acção.

   Se, em vez de atirar o lenço de papel ao chão, for deitá-lo no contentor do lixo, estou a mudar o mundo.      Se o deitar no ecoponto azul estou a mudar o mundo, para melhor.
    Se der a maçã que trago na mala a quem tem fome estou a mudar o mundo. Para melhor. 
   Se escutar com atenção o desabafo da desconhecida que se senta junto de mim no autocarro e lhe der uma palavra de conforto, estou a mudar o mundo. Para melhor.

  O meu mundo.
  O mundo das outras pessoas.
  O meu mundo e o mundo dos outros.
  Todo o mundo.
  Então, não nos deixemos ficar somente pelas palavras, porque de boas intenções anda o inferno cheio, e passemos à acção.
  Sempre para melhor.
  

   Comissão Instaladora/Sócia Fundadora,
 
   Mara Restivo Monteiro